
O que colocar e o que tirar do seu currículo para vagas internacionais em 2026
December 5, 2025Vou começar com algo que quase ninguém fala sobre curriculo americano:
O recrutador mediano americano leva 6–10 segundos para decidir se continua lendo seu currículo ou se descarta na hora.
E, se você enviou um currículo brasileiro traduzido, a probabilidade é simples:
ele vai te ignorar.
Não é por maldade.
É porque não faz sentido no padrão americano. Outro formato, outra lógica, outra maneira de medir valor.
Se você quer trabalhar para empresas dos EUA, morando no Brasil ou já nos EUA, este texto vai te mostrar os 7 erros que estão te tirando do jogo (e como corrigir).
Não é opinião.
É prática.
É o que vejo todos os dias analisando perfis de brasileiros que tentam entrar no mercado americano sem entender as regras.
Por que seu currículo não funciona nos EUA?
Currículo brasileiro é focado em tarefas, texto demais, formalidade e contexto pessoal.
Currículo americano (resume) é focado em impacto, clareza e resultado.
Não é uma tradução:
é outra mentalidade.
7 erros que fazem recrutadores dos EUA te ignorarem
1. Traduzir o currículo brasileiro e achar que está tudo bem
Esse é, disparado, o erro mais comum.
O profissional pega seu CV de 3 páginas, traduz para inglês e envia.O problema?
Você está traduzindo tarefas, não valor.
Exemplo real:
Errado (tradução literal):
Responsible for managing CRM system and supporting sales team.
Isso não diz nada sobre impacto.
Certo (padrão americano):
Improved CRM adoption from 45% to 82% in 6 months, enabling the sales team to increase qualified pipeline by 30%.
Nos EUA, números não são “exagero”. São linguagem padrão de negócios.
2. Encher o currículo de texto e informação irrelevante
O recrutador americano não quer saber:
– seu estado civil,
– sua idade,
– seu CPF,
– cursos que não têm relação com a vaga que esta se candidatando,
– histórico inteiro desde o primeiro estágio.
Currículo americano é cirúrgico, especifico..
Se não reforça sua capacidade de gerar impacto, você é desconsiderado.
Regra prática:
Se precisar de mais de 1 minuto para explicar seu currículo, ele está errado.
3. Focar em tarefas, não em resultados
Esse erro é típico do currículo brasileiro.
Veja a diferença:
Tarefas:
Responsible for customer support and ticket resolution.
Resultados:
Reduced average ticket resolution time from 36h to 9h, increasing customer satisfaction from 72% to 91%.
Recrutador americano pensa assim:
“O que você entrega? Qual resultado você gera?”
Se os bullets não mostram isso, ele ignora porque não tem como identificar seu nível de expertise.
4. Não ter uma headline clara
O topo do resume/CV precisa responder em 2 segundos:
Quem é você? Em qual nível? Em qual área?
Exemplos certos:
– Senior Data Analyst | Python, SQL, Dashboards
– Project Manager | 12+ years | Retail & Logistics
– Software Engineer | Backend | Java, AWS
Exemplos errados:
– Professional looking for opportunities
– Open to work
– Brazilian professional with experience in…
Isso não funciona nos EUA.
Recrutador quer direção, não narrativa vaga.
5. Descrever a empresa, não sua contribuição
O brasileiro ama explicar a empresa:
“Empresa líder de mercado, presente em 17 países…”
Recrutador não quer saber da empresa.
Ele quer saber quem você foi dentro dela, qual resultado e valor voce gerou.
Seus bullets precisam responder:
– O que você melhorou?
– Quanto cresceu?
– O que reduziu?
– O que otimizou?
– Como mediu?
Seus resultados contam sua história, não o nome da empresa.
6. Colocar inglês avançado, mas escrever como iniciante
Esse é o erro que mais puxa o proprio tapete, uma armadilha criada pelo proprio candidato.
Seu inglês pode até ser funcional, mas se o currículo tem:
– frases confusas,
– estrutura estranha,
– erros básicos,
– palavras mal usadas…
– excesso de inteligência artificial
O recrutador assume que seu nível é menor do que realmente é.
O problema não é gramática perfeita.
É clareza.
Resume bom tem inglês simples, direto, profissional.
7. Ignorar o padrão de formatação dos EUA
Um currículo fora do padrão sinaliza imediatamente:
“Candidato não entende o mercado.”
Principais falhas:
– 2 ou 3 páginas sem necessidade
– foto
– parágrafos longos
– seções desorganizadas
– datas no formato brasileiro (MM/AAAA → ok; 08/2020–09/2023 → cuidado)
– falta de espaço em branco
– fontes aleatórias
O recrutador percebe em segundos se aquilo é um resume ou um CV traduzido.
E isso diz muito sobre sua preparação.
O que fazer para ser visto como candidato competitivo nos EUA
Aqui vai a estrutura básica que funciona, simples, clara e no padrão americano:
- Headline
O que você é + área + seniority. - Summary (4–5 linhas)
Sua narrativa profissional contextualizada com 2–3 resultados reais. - Experiência (3–5 bullets por cargo)
Resultados → como → ferramentas.
Sempre com números. - Skills organizadas por categoria
Tech / Soft / Ferramentas / Línguas. - Formação
Apenas o essencial.
Se fizer isso certo, você já sai do “currículo traduzido” para o “currículo competitivo”.
Mas deixa eu alinhar expectativas
Currículo é fundação, não solução completa.
O que mais vejo:
Profissional faz um currículo bom
não tem networking
não sabe se posicionar
não entende cultura americana
não gera entrevistas.
Carreira internacional não é um documento.
É um projeto de 6–12 meses, com etapas claras.
Mas sem um currículo competitivo… você nem entra no funil de seleção.
As 5 mensagens que você precisa levar daqui
– Traduzir currículo não te torna competitivo.
– Recrutadores dos EUA buscam impacto, não tarefas.
– Resume precisa ser enxuto, claro e orientado a resultado.
– Seu inglês no currículo precisa ser funcional e profissional.
– Um currículo certo abre portas, mas um currículo errado fecha antes mesmo da entrevista.
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