
5 ilusões sobre morar nos EUA nos EUA que atrasam sua carreira
December 5, 2025
Currículo Americano: 7 Erros que fazem recrutadores dos EUA te ignorarem
December 15, 2025Quando um brasileiro decide buscar vagas internacionais, especialmente nos EUA, a primeira frustração aparece rápido: o currículo simplesmente não gera resposta.
E aqui vai a verdade dura que ninguém gosta de ouvir:
currículo brasileiro traduzido é currículo descartado.
Não é por maldade do recrutador.
É porque o mercado americano joga outro jogo: direto, orientado a resultados, avesso a excesso de informação e intolerante a ruído.
Neste artigo, vou te mostrar exatamente o que precisa entrar no seu currículo para vagas internacionais… e, principalmente, o que precisa tirar imediatamente para você começar a ser visto como um candidato competitivo nos EUA.
Se você quer trabalhar fora, morando no Brasil ou já nos EUA, este é o ponto de partida realista.
Currículo para vagas internacionais: Por que o seu currículo atual não funciona
O mercado americano recebe 180 a 250 currículos por vaga.
As triagens são rápidas e muito pragmáticas, não há tempo para interpretar o seu histórico.
E o erro clássico do brasileiro é achar que basta traduzir tudo para inglês.
O resultado?
- currículos longos demais
- foco em atividades, não em resultados
- excesso de contexto irrelevante
- informações pessoais que não existem no padrão dos EUA
- palavras vagas (“responsável por…”)
- ausência de números
O recrutador americano não quer “tarefa”.
Ele quer entender impacto, escala e clareza em 10 segundos.
O que você deve COLOCAR no currículo para vagas internacionais
1. Headline clara e direta (quem você é em 1 linha)
Esse é o elemento mais ignorado e mais decisivo para colocar em seu currículo para vagas internacionais.
Exemplos certos:
- Software Engineer | Python & AWS
- Senior Financial Analyst | FP&A | SaaS
- Project Manager | PMI | Lean
Exemplos errados:
- “Profissional focado em resultados com experiência em múltiplas áreas…”
- “Em busca de oportunidades internacionais para desenvolver novas competências…”
O recrutador quer uma identidade profissional, não discurso.
2. Summary curto, objetivo e com impacto
Três a quatro linhas que mostram:
- onde você já atuou
- qual impacto gerou
- quais números sustentam sua narrativa
- o que busca agora
Exemplo:
Senior Analyst with 7+ years of experience improving financial planning accuracy and supporting SaaS growth initiatives. Led forecasting processes impacting $50M ARR. Now focused on supporting US-based companies in data-driven decision-making.
Simples. Direto. Mensurável.
3. Bullets orientados a resultado (não tarefas)
O bullet perfeito segue a fórmula:
ação + contexto + número + impacto final
Exemplo brasileiro traduzido errado:
- Responsible for managing customer accounts.
Bullet no padrão americano:
- Improved retention from 72% to 88% in 9 months by redesigning customer onboarding for 1.2K SMB clients.
Aqui está a diferença entre “trabalhou” e “entregou”.
4. Skills técnicas e ferramentas (agrupadas e relevantes)
O recrutador americano escaneia o CV/Resume como quem olha um menu.
Agrupe por categoria:
Tech: Python, SQL, AWS, Tableau
Soft: Communication, Problem-Solving, Leadership
Tools: Jira, HubSpot, Salesforce, Power BI
E corte tudo que for genérico:
- “Trabalho em equipe”
- “Proatividade”
- “Organização”
Isso se mostra no histórico, não na lista.
5. Uma página (duas apenas se você for muito sênior ou executivo)
O padrão internacional não é sobre “contar sua história”.
É sobre mostrar fit imediato.
Currículo de três páginas em vaga internacional = red flag.
O que você deve TIRAR do currículo internacional (agora)
1. Foto, estado civil, idade, endereço completo
Nada disso existe no padrão americano.
Além de irrelevante, pode gerar barreiras legais para recrutadores.
2. Descrição detalhada das empresas
Se você usa:
- histórico da empresa
- faturamento
- missão
- tamanho
- “empresa líder no setor…”
Corte.
O foco não é a empresa. É você.
3. Tarefas, listas genéricas e frases vazias
Tudo que começa com:
- “responsável por…”
- “atua na…”
- “participa de…”
- “apoia…”
…pode ser substituído por algo que mostre resultado real.
4. Habilidades que não servem ao objetivo internacional
Exemplos para cortar:
- pacote Office (óbvio)
- comunicação verbal (vago)
- habilidade de aprender rápido (todo mundo diz isso)
Pense como alguém dos EUA: “isso me ajuda a contratar ou é ruído?”
5. Parágrafos longos (ninguém lê)
Se o seu currículo parece um texto corrido, você perde a triagem antes de começar.
O padrão é escaneável:
- bullets
- espaços
- clareza
- impacto
O que realmente faz seu currículo internacional funcionar
Ajustar inglês não basta.
Traduzir currículo não basta.
O que diferencia quem recebe entrevista é:
✔ narrativa clara
✔ impacto mensurável
✔ fit direto com a vaga
✔ formato padrão EUA
✔ zero ambiguidade
E aqui está a verdade mais honesta que posso te entregar em um post:
Um currículo forte é a sua entrada no funil.
Mas enxergar seus próprios erros é quase impossível.
É por isso que muitos profissionais passam 6–12 meses tentando sozinhos e avançam pouco.
O que você consegue fazer sozinho X quando pedir ajuda
O que você consegue ajustar sozinho:
- cortar excessos
- transformar tarefas em bullets
- reduzir para uma página
- ajustar headline e summary
O que costuma exigir ajuda estratégica:
- descobrir qual narrativa te posiciona melhor no mercado dos EUA
- transformar sua experiência brasileira em impacto internacional
- entender quais números realmente importam na sua área
- identificar o que está desalinhado entre currículo e LinkedIn
- analisar porque suas aplicações não geram resposta
Esse é um ponto cego comum.
E é exatamente aqui que minha análise de perfil faz diferença prática.
Conclusão — As 5 verdades para levar daqui
- Currículo brasileiro traduzido não funciona para vagas internacionais.
- Você precisa de headline forte, summary claro e bullets com números.
- O currículo deve ter UMA página e ser escaneável.
- Remova tudo que não agrega à narrativa internacional.
- Ajustar sozinho é possível — mas acelerar exige feedback externo.
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Sobre o autor
Sou Daniel Kiel, fundador do ecossistema EUA na Prática, com mais de 23 anos de experiência em tecnologia e carreira internacional, passando por empresas como SAP, IBM, Deloitte e ServiceNow. Moro nos EUA há uma década, onde construí carreira, família e uma vida estruturada, sem atalhos e sem romantizar o processo.
Aqui, meu trabalho é simples: ajudar brasileiros a construir uma rota realista para trabalhar em empresas dos EUA, morando no Brasil ou já nos EUA, sem fórmulas mágicas e sem perder anos tentando sozinho.
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