
O que colocar e o que tirar do seu currículo para vagas internacionais em 2026
December 5, 2025Quando a gente fala sobre carreira nos EUA, existe uma verdade incômoda que quase ninguém tem coragem de dizer: o que mais atrasa brasileiros não é falta de oportunidade mas é ilusão.
Ilusão sobre salário.
Ilusão sobre visto.
Ilusão sobre “só melhorar o inglês”.
Ilusão sobre mercado.
Ilusão sobre tempo.
E eu não estou falando isso para te desmotivar.
Ilusões sobre morar nos EUA sempre atrapalham imigrantes ao chegarem nos EUA.
Estou falando porque ilusões custam caro: tempo, dinheiro, energia e, muitas vezes, colocam a família em risco.
No ecossistema EUA na Prática, eu trabalho exatamente para apagar essa fumaça: tirar fantasia, trazer estratégia e colocar você no jogo de verdade, com carreira, finanças e vida estruturadas.
Este artigo é para você que está começando a pesquisar, está animado, mas não quer pagar o preço da ingenuidade.
Aqui você vai entender:
• quais são as 5 ilusões mais comuns sobre morar e trabalhar nos EUA;
• por que elas te atrapalham;
• qual é o caminho realista para entrar no mercado americano;
• e qual é o primeiro passo seguro (sem romantizar) para começar.
Ilusão 1: “Morar nos EUA automaticamente acelera minha carreira”
Essa é provavelmente a ilusão mais vendida por aí .
Muita gente acredita que basta pisar nos EUA para as oportunidades aparecerem, seja trabalhando pra uma empresa americana ou empreendendo.
A realidade é outra: mudar de país apenas te coloca no começo da jornada e não no final.
A verdade dura
Morar nos EUA não te torna automaticamente empregável no mercado americano.
Empregável é quem tem:
• currículo no padrão USA;
• posicionamento profissional claro;
• inglês funcional – talvez nem fluente;
• domínio da cultura corporativa;
• resultados mensuráveis para apresentar;
• networking ativo e intencional.
Simplesmente estar no país não substitui nada disso.
O risco verdadeiro
O risco é você gastar:
• US$ 3.000–5.000/mês em custo de vida,
• sem emprego,
• sem estratégia,
• sem entender o mercado,
… acreditando que “uma hora aparece”, e não aparece.
O que fazer de forma realista
Se você quer vir, começa do Brasil:
• ajuste seu currículo no padrão americano;
• prepare seu LinkedIn para aparecer em buscas dos EUA;
• comece a gerar conversas via networking;
• entenda as regras do mercado antes de pisar aqui.
É exatamente assim que centenas de brasileiros começam inclusive aqueles que depois conseguem visto através da empresa.
Ilusão 2: “Basta melhorar meu inglês”
O inglês é importante?
Claro.
Mas essa é outra ilusão que prende muita gente por meses e às vezes anos.
A verdade
Existe uma diferença enorme entre:
• inglês funcional, que te permite trabalhar, e
• inglês perfeito, que te prende num ciclo interminável de cursos antes de agir.
Você não precisa soar como nativo.
Você precisa ser claro, objetivo e treinado para entrevistas.
E aqui vai o choque de realidade:
90% dos brasileiros que travam em entrevistas não travam por falta de inglês, travam por falta de narrativa profissional.
O risco
Você foca apenas no idioma enquanto ignora:
• currículo improdutivo,
• LinkedIn fraco,
• falta de resultados no CV,
• falta de estratégia no funil de entrevistas,
• zero networking.
O inglês vira uma desculpa elegante para não entrar da forma certa.
O que fazer
Se você já:
• participa de reuniões em inglês,
• escreve e-mails profissionais,
• entende a maior parte de calls…
… então o desafio não é mais o inglês.
É posicionamento.
Trabalhe isso primeiro — o resto você ajusta ao longo da jornada.
Ilusão 3: “É só aplicar para vagas no LinkedIn”
O LinkedIn é importante?
Sim.
Mas achar que ele sozinho resolve sua carreira internacional é outra ilusão comum.
A verdade
A vaga que você está vendo já foi vista por 180–250 candidatos.
Vagas remotas recebem ainda mais aplicações.
O LinkedIn é só a vitrine, sua página de vendas.
A contratação acontece nos bastidores: e-mails diretos, referrals, networking, ex-colegas, conversas informais, no café ou no Starbucks.
O risco
Você cai na armadilha do:
• aplicar,
• esperar,
• se frustrar,
• mudar o CV,
• aplicar,
• se frustrar de novo.
Isso cria a falsa impressão de que “não sou bom o suficiente”, quando na verdade você está competindo no funil errado.
O que fazer então?
Networking não é pedir vaga para desconhecido.
Networking é:
• criar contexto;
• gerar autoridade;
• construir relacionamento;
• se tornar referência em microcomunidades.
É isso que tira seu currículo da pilha e coloca na mesa do gestor.
Ilusão 4: “Vou conseguir emprego em 30 dias”
Essa ilusão é alimentada por vídeos curtos, promessas vazias, busca por views e histórias isoladas, excessões.
A verdade baseada em centenas de perfis que já passaram comigo
A timeline realista é:
• Meses 1–2: currículo + LinkedIn + narrativa + posicionamento
• Meses 3–4: networking + primeiras conversas
• Meses 5–7: primeiras entrevistas
• Meses 8–12: ofertas concretas
Sim — 6 a 12 meses.
Não porque você seja lento, mas porque o funil é competitivo e toma tempo.
O risco
Criar expectativas irreais faz você:
• desistir cedo demais,
• trocar de estratégia antes da hora,
• acreditar que “o problema sou eu”,
• gastar energia no lugar errado.
O que fazer?
Trate carreira internacional como um:
projeto de 12 meses, não um sprint de 30 dias.
Isso tira a ansiedade, cria consistência e aumenta suas chances reais.
Ilusão 5: “Sem visto, ninguém contrata”
Esse é um dos maiores mitos e um dos mais perigosos.
A verdade
Empresas americanas contratam brasileiros remotamente há anos:
• para reduzir custo;
• para acessar talento;
• para preencher vagas técnicas e de negócios.
Plataformas como Deel, Oyster, Remote.com permitem contratar legalmente profissionais no Brasil como “employees” ou “contractors”.
O risco
Você passa ANOS esperando “o visto chegar” e perde tempo precioso que poderia ter usado construindo experiência americana trabalhando do Brasil.
O que fazer?
O caminho mais comum hoje é:
1. Trabalhar remotamente para empresa americana (Brasil).
2. Entregar resultado.
3. Ganhar visibilidade, confiança e tração.
4. Discutir relocation quando fizer sentido para ambos.
Ou usar essa experiência como base para EB2, EB1, etc.
Sim, é possível começar do Brasil.
Mas não com ilusão, com estratégia.
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Por que essas ilusões atrasam tanto sua vida?
Porque elas fazem você:
• procrastinar decisões importantes;
• subestimar o esforço e o tempo necessário;
• não enxergar os riscos financeiros de uma mudança mal planejada;
• acreditar que “o problema é o idioma”, quando é estratégia;
• esperar uma oportunidade que nunca vem porque você não entrou no jogo.
E aqui vai a parte mais direta deste artigo:
Carreira internacional não se conquista com entusiasmo, se conquista com clareza e informação.
E clareza só aparece quando você tira a a fumaça e elimina as ilusões.
O que é possível fazer sozinho vs. o que normalmente exige ajuda estratégica
O que dá para fazer sozinho:
• entender o básico do mercado americano;
• ajustar 70% do currículo seguindo conteúdos gratuitos;
• melhorar o inglês funcional;
• estudar entrevistas pelo YouTube.
O que normalmente exige ajuda estratégica:
• construir narrativa profissional competitiva;
• estruturar o currículo em 1 página com impacto realista;
• ajustar o LinkedIn para aparecer em buscas dos EUA;
• criar rotina de networking efetiva;
• corrigir vícios de entrevista em inglês;
• montar estratégia de 30/60/90 dias;
• evitar erros que custam meses, dinheiro (ou oportunidades).
Aqui é onde programas estruturados, cursos e mentorias, encurtam anos de tentativa e erro.
Conclusão: 5 verdades para você guardar hoje
• Morar nos EUA não te deixa automaticamente empregável.
• Inglês não é o gargalo principal da maioria dos brasileiros.
• Aplicar no LinkedIn não é estratégia suficiente.
• Timeline realista é de 6 a 12 meses, não 30 dias.
• Dá para começar do Brasil, mas com método, estratégia e não com achismo.
Carreira internacional é um projeto sério, de vida.
E você merece clareza, não fantasia.
Próximo passo consciente
Se você quer entrar no mercado americano sem cair nessas ilusões, eu preparei um material direto, objetivo e totalmente sem maquiagem:
eBook Carreira Internacional na Prática — a versão sem filtro do mercado americano
Com fundamento, estratégia e exemplos reais.
É gratuito e é o melhor ponto de partida para planejar seus próximos 90 dias sem perder tempo e sem se enganar.
Sobre o autor
Sou Daniel Kiel, fundador do ecossistema EUA na Prática, com mais de 23 anos de experiência em tecnologia e carreira internacional, passando por empresas como SAP, IBM, Deloitte e ServiceNow. Moro nos EUA há uma década, onde construí carreira, família e uma vida estruturada, sem atalhos e sem romantizar o processo.
Aqui, meu trabalho é simples: ajudar brasileiros a construir uma rota realista para trabalhar em empresas dos EUA, morando no Brasil ou já nos EUA, sem fórmulas mágicas e sem perder anos tentando sozinho.
Próximos passos para você:
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- Se você quer continuar se aprofundando nesse assunto no dia a dia, se inscreva no meu canal no YouTube e me siga no Instagram — lá eu compartilho conteúdos práticos sobre carreira internacional, mercado americano e bastidores da vida nos EUA.
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EUA na Prática — carreira e vida real nos EUA, sem ilusões.




1 Comment
Que artigo sensacional, Dani!!!
Muito obrigado por compartilhar!!!